quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A menina que conheci

Vejo num antigo artigo que publiquei  no space blog este fragmento de história de vida:

"A menina, principalmente, causava preocupação. Tinha muita dificuldade na aprendizagem. A mãe lembra-se da decepção que teve num período de férias em que tentou dar algumas aulas de reforço a ela sem êxito. Depois, observou que em alguns momentos essa menina ficava muito apática e em outros muito agitada. Chegou um dia em que ela se calou e não se comunicou com ninguém. A mãe correu para o médico, que sugeriu levá-la a uma psicóloga. A menina, sem diagnóstico preciso, foi acompanhada por alguns anos, passando por períodos depressivos e outros de inconsequente agitação. Uma vez, desapareceu durante uma crise; a família passou a noite acordada. No dia seguinte, apareceu na escola. Continuou o tratamento, até que a psicóloga lhe deu 'alta'. Estava mais equilibrada, mas a mãe sabia que não curada. "

Conheço a menina de que trata esse artigo, hoje uma mulher. À época do tratamento mencionado, isso há uns 20 anos atrás, a psicóloga diagnosticou o caso como próximo de uma psicose maníaco depressiva. Há aproximadamente três anos, o caso teve o diagnóstico de transtorno bipolar e essa já senhora passou por tratamento com um psiquiatra que lhe receitou medicamentos, além de ter novo acompanhamento com uma psicóloga. Pelo que tenho observado, esse tratamento surtiu um bom efeito e ela se encontra desempenhando bem seu papel de mãe e de profissional. Conforme tenho lido, o transtorno bipolar, anteriormente chamado de psicose maníaco- depressiva,  atinge mais pessoas do que se pensa. Os pais devem estar atentos ao comportamento dos filhos, pois este e outros transtornos requerem acompanhamento com profissionais especializados para que as crianças e jovens tenham condições de assumir com segurança seu papel na sociedade e na vida familiar e para que tenham uma vida feliz.
Veja também:


3 comentários:

  1. Não entendo muito bem desse negócio! Mas se teve um final feliz? Legal!

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  2. Engraçado!!!!!!
    Essa história parece muito com o que passei no meu passado!!!!!!!!!
    Por que será?hein?

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  3. Parabéns por abordar esse tema. Até certo tempo bipolaridade infantil não era algo reconhecido pelos médicos. Hoje isso tem mudado. E que bom. Quanto mais cedo o tratamento ocorrer, menos prejuízos esses pacientes terão. Que os pais fiquem ligaos mesmo! Sorte a todos nós.

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