segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Retrospecto - crianças (1)

A maior parte de vocês "pegou o bonde andando", isto é,  começou a ler este blog a partir de poucos meses atrás. (Aliás, bonde é um meio de transporte antigo, movido a eletricidade, e algumas pessoas corriam acompanhando o carro e segurando uma espécie de corrimão que havia na porta e depois pulavam no degrau e embarcavam com o bonde andando - daí o ditado. Presenciei essa ação muitas vezes.) Estou a partir de hoje recuperando algumas postagens antigas, para que vocês possam conhecê-las.

Começo com algumas sobre crianças.

Com quem ficam as crianças
"Ana tornou-se mãe. E foi maravilhosa a sensação de ter sua filha nos braços e amamentá-la. Foram três meses de sonho os da licença-maternidade. Quando teve de voltar a trabalhar, na sua inexperiência contratou uma menina de quatorze ou quinze anos para cuidar do bebê. Felizmente a avó costumava visitar a neta para ajudar com algumas providências durante o horário de expediente da jovem mãe e uma vizinha contou que o bebezinho era colocado em cima do parapeito da janela em seu bercinho portátil – que era chamado “moisés” à época - enquanto a pequena babá admirava o que se passava na rua. Além disso, descobriu-se a tempo que a menina-babá não sabia ver as horas e assim as mamadeiras não eram administradas no tempo certo. Dessa forma, Ana é grata à mãe por ter cuidado seu bebê na casa dela, avó, por algum tempo. Ana levava o bebê nos fins-de-semana. Como era uma época de inverno, não seria seguro levá-lo no frio todos os dias de uma casa para outra de manhã e à tarde."
Este fragmento de história de vida na realidade confunde-se com minha própria história e pode relacionar-se com sua história, se você exerce atividades profissionais fora de casa. Temos lido de câmeras que detectam comportamento agressivo de babás e, na história, o comportamento inadequado foi verificado por um sensor humano - a própria avó, que costumava visitar a casa da filha para ver o bebê e que depois do acontecido passou a cuidar da netinha.

Essas são duas das soluções encontradas pelas mães: deixar as crianças com uma babá, deixar na casa dos avós. Foram as duas primeiras soluções que adotei. A babá me decepcionou: faltava e não seguia as orientações que eu deixava. Em seguida, minha filha mais velha ficou na casa da avó, que a cuidou com muita dedicação - mas eu precisei ficar longe do bebezinho durante toda a semana, pois não era possível buscá-la todos os dias. (...) (Com quem ficam as crianças) Pode o usar o link à esquerda.

A menina que conheci
Vejo num antigo artigo que publiquei no space blog este fragmento de história de vida:
"A menina, principalmente, causava preocupação. Tinha muita dificuldade na aprendizagem. A mãe lembra-se da decepção que teve num período de férias em que tentou dar algumas aulas de reforço a ela sem êxito. Depois, observou que em alguns momentos essa menina ficava muito apática e em outros muito agitada. Chegou um dia em que ela se calou e não se comunicou com ninguém. A mãe correu para o médico, que sugeriu levá-la a uma psicóloga. A menina, sem diagnóstico preciso, foi acompanhada por alguns anos, passando por períodos depressivos e outros de inconsequente agitação. Uma vez, desapareceu durante uma crise; a família passou a noite acordada. No dia seguinte, apareceu na escola. Continuou o tratamento, até que a psicóloga lhe deu 'alta'. Estava mais equilibrada, mas a mãe sabia que não curada. "
(A menina que conheci) Esse link também pode ser usado para ver o fim da história.

Fiquem com esses dois textos por hoje. Continuo na próxima postagem.

2 comentários:

  1. Oi querida Celina!
    Eu cuido da minha filha desde que nasceu. Saí do trabalho pra fazer isso. Muitas amigas disseram que eu estava fazendo mal em abdicar do meu trabalho, visto que eu era concursada, etc...mas eu sentia que devia fazer isso e fiz. Outros me apoiaram, principalmente meu esposo e minha família. Não me arrependo, passou tão rápido, ano que vem ela vai pro primeiro ano e estou orando, vendo a direção do Senhor pra minha vida a partir daí.
    Um beijo e uma abençoada semana.

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  2. O caminho apontado pela Cida é uma outra possibilidade: investir algum tempo nos filhos enquanto estão em tenra idade, ficando em casa para cuidar deles. Meu genro fica um expediente em casa cuidando dos meninos, enquanto minha filha está lecionando.
    Os filhos são presente do Senhor e temos o dever de zelar por eles para encaminhá-los corretamente nos Seus Caminhos.
    Um abraço, Cida.
    Da
    Celina

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