sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fotos antigas

Abri um álbum de fotografias antigas na casa de minha mãe. É um álbum de madeira bege, com flores desenhadas na capa. Não se fazem mais álbuns assim.
Lá estão fotos de meus avós, da juventude de minha mãe e de minha tia, esta já falecida e que eu não conheci.
Revi também fotos da minha infância e da minha adolescência. Eu era uma menina de tranças amarradas com fitas, uma em cada lado. Apareço assim numa foto tirada em preto e branco no parque Farroupilha (ou da Redenção) em Porto Alegre. Também tenho o mesmo penteado numa foto tomada na escola, no primário, feito no anexo do Instituto de Educação. Na foto da cerimônia de formatura do curso ginasial (atual fundamental 2), já uso outro penteado, de cabelos curtos e crespos seguros por uma tiara de malha.
Da foto da turma de formatura do ginasial praticamente saltaram os nomes de minhas colegas (o colégio admitia somente meninas). B. Alvarez, J. Morais, E. Vieira, I. Rosssi, M. Brandt, B. Pivetta, D. Breitman, M. C. Matte, nomes e sobrenomes há muito tempo não pronunciados  estranhamente apareceram da foto diretamente para minhas lembranças.
Vendo as fotos no parque Farroupilha, lembrei das tranças preparadas todo o dia à noite cuidadosamente por minha avó, dos passeios nas tardes de sábado com meus pais e irmãos, dos recantos do parque que conheço desde a infância e que ainda amo visitar, como esse com um lago coberto de plantas aquáticas, atravessado por pequenas pontes. Uma vez fomos passear sozinhos, quando mais crescidos, e meu irmão caiu em cima de umas pedras que também serviam como ponte no lago (que é raso) ou na beira dele. Um senhor prontamente o levantou e continuamos o passeio, embora preocupados com o incidente.
Já se vão 45 ou mais anos dessa época - vejo que o tempo passa rápido, mas não apaga algumas memórias. Também sei que temos de usar muito bem esse tempo, justamente porque ele corre, e não volta, como as águas de um rio.
Nada como  se dar conta cedo de que temos um tempo para usar, e da necessidade de um bom uso de nossas vidas.
"Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos corações sábios." (Bíblia sagrada)

5 comentários:

  1. Olá amiga querida!
    Lembranças boas né amiga?
    Mas realmente, o tempo passa muito rápido, precisamos aproveitá-lo da melhor maneira possível. Aproveitá-lo na presença de Deus!
    Beijinhos e um feliz sábado.

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  2. Olá Celina,
    Bom dia!!!
    Shalom Adonai.
    É sempre muito bom relembrar a infância e tudo mais.
    Hoje com a tecnologia (computadores, notbook, internet) não revelamos as fotos e deixamos sempre para depois correndo risco de perder os momentos preciosos que ficam registrados nas fotos, lembranças que não se apagam.

    beijos
    Suely

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  3. Comentário de minha amiga Haydee:
    Boas lembranças minha amiga...Cheia de charme...
    Bom ano novo, rsrsrs, antes que esse acabe também!!!!

    Haydée
    O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará...

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  4. Olá professora Celina, vendo suas recordações veio à minha mente os bons tempos idos de minha querida infância na cidade de Araripina, no meu querido Pernambuco. É maravilhoso voltarmos no tempo e reviver pequenas e grandes emoções. Uma terna lembrança que guardo comigo é de quando todos os domingos, invariavelmente, eu e meu irmão (in memorian) íamos à matinê do cinema em nossa cidade, e logo após reuníamos com a turminha na praçinha em frente de nossa casa. Como diria Roberto Carlos em uma de suas canções: "Velhos tempos... Belos dias!"

    Em tempo: Feliz 2011 para você e família.

    Prof. Rivaldo Neri

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  5. Olá minha amiga!!!!

    Obrigada pelo comentário em meu blog.

    Lindoooo

    beijos
    Suely

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