sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Em adoração

"Em adoração" é o título do Festival de Música Sacra em nossa igreja este ano.
Na decoração, aparece num painel a silhueta de um rosto prostrado em adoração, em atitude de culto e entrega.
Por que adoramos a Deus?
Ele é nosso Criador, conforme narra a Bíblia em Gênesis. O ser humano foi criado por Deus à semelhança de Deus, para ter um relacionamento estreito com Deus, para ter relacionamentos harmoniosos. Esses atributos iniciais romperam-se, é certo, mas Deus ainda espera recriar no ser humano a imagem do caráter divino - o amor, a paz, a harmonia, a justiça.
Ele é nosso Mantenedor, e podemos nos despreocupar dos cuidados, naquilo que não depende de nós: se Deus cuida das aves, cuidará de nós também. 
É nosso Salvador, pois enviou Deus Filho, Cristo, para religar a terra ao céu, após a quebra causada pela desobediência.
E nós O amamos, Ele está em nosso coração, por isso temos o desejo de adorá-lO, através de nosso culto, com oração, louvor, entrega de nossas vidas, submissão.
Que a adoração a Deus seja verdadeira em nós! 




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cristo, o grande Mestre

Hoje é dia do professor e estou lembrando de Jesus como grande Mestre. Ele, que procurava sempre estar mais próximo da realidade dos alunos, falava muitas vezes através de parábolas, pequenas histórias que se passam num lugar conhecido pelos ouvintes, como o campo, uma casa, uma festa de casamento.
No último sábado, ouvi com muita atenção o depoimento de um rapaz que teve uma infância sob a guia de uma mãe cristã, mais tarde decidiu não ir mais à igreja, descambou para os maus caminhos, esteve preso algum tempo, mas depois converteu-se e Deus salvou a vida dele, pois o juiz, ao condená-lo, ordenou também que cumprisse a pena num lugar longe da casa de detenção em que estava, onde tinha muitos inimigos e onde já tinha sofrido tentativa de homicídio. Na realidade, muitos jovens morrem nesse lugar em situações semelhantes. Após sofrer a agressão, o jovem havia orado e prometido que voltaria para a igreja se fosse livre. 
Na realidade, foi condenado, mas libertou-se da ameaça de morte e libertou-se também do pecado. Agora é um colportor e propôs aos jovens assistentes da palestra que visitassem outros meninos em recuperação, como o jovem orador estivera já há vários anos.
Devido a esse depoimento, percebi como Jesus se alegra quando recupera uma ovelha perdida, como ensinou na parábola, e como nós também devemos nos alegrar com esse reencontro.

"Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual dentre vós é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento." (Lucas 15:3 a 7)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A maleta perdida

Estive no campo, numa cidade próxima, neste fim de semana e pude visitar algumas cachoeiras e trilhas. Uma das atividades mais prazerosas para mim é caminhar no meio de uma mata. Foram assim duas trilhas que fizemos, sendo que uma delas terminava numa subida bem íngreme. Nesta trilha, voltei junto com o Claudio do ponto onde havia uma bonita cachoeira com areia junto a ela e uma fonte de água cristalina.
Meu neto continuou e depois participou de um "voo" na tirolesa. Nós já estávamos esperando na chegada e fotografei o feito.
Infelizmente, tive de adiar o prazer de ver as fotografias aqui no computador e por enquanto estou impossibilitada de postar alguma foto aqui: esquecemos minha maleta com a câmera no hotel, na hora do check out. Claudio e Lucas pegaram as respectivas sacolas, eu peguei minha bolsa para me encaminhar à recepção e ninguém pegou minha maleta.
Evidentemente, foi a primeira coisa que notamos ao chegar em casa. Tentei ligar para o hotel e ninguém atendeu. Os funcionários já estavam de folga após fecharem todas as contas.
Hoje de manhã continuei ligando e a encarregada das reservas atendeu. Pediu que ligasse à tarde. Às quatorze horas, lá estava eu ligando novamente e ela então pediu que ligasse dentro de alguns minutos e falaria outra vez com a moça que estava organizando os quartos.
Finalmente, às quatorze e trinta, achei minha maleta: estava no mesmo lugar em que a deixara. O Claudio se ofereceu para ir buscá-la.
Espero que amanhã possa ver minhas fotos.
Gostamos de achar nossos objetos;  assim ficou também feliz a mulher que procurava a dracma, presente de casamento. Assim ficou feliz o pastor que achou a ovelhinha. 

Por certo, fica feliz nosso Deus quando encontra de volta a ovelha que tenha se afastado e fica feliz quando continuamos no Seu Aprisco, de onde pode todos os dias nos levar a águas tranquilas, por Sua graça.





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Uma cantata de Natal

Associei-me aos alunos do quarto semestre de teoria musical da escola de música de nossa igreja, matriculando-me  na turma para participar do projeto de criação de uma cantata de Natal.
Nosso professor propôs a leitura do livro O Desejado de todas as nações, da escritora Ellen White, e fiz essa leitura nas férias.
O semestre iniciou com a procura de muitas músicas de Natal, na internet e em nossos guardados para daí tirarmos ideias para nossa seleção. Na primeira reunião, decidiu-se que a cantata teria uma finalidade de evangelização.
Criei uma página aqui no blog para registrar o andamento do trabalho. Veja aqui ao lado direito o link.
Neste domingo, foi apresentada a primeira música aprovada pelo grupo (e pelo professor) para fazer parte do repertório. É uma espécie de música tema, que  foi composta a partir da discussão do grupo e que deve dar unidade ao conjunto.
Ainda não tenho a gravação dessa música - O Bebê do Amor.
Mas a letra faz alusão à música "Nasce Jesus" - "Nasce Jesus, fonte de luz, descem os anjos cantando..." e ao plano de amor dos Céus, que nos mandou o Dom de Cristo para nossa salvação:



A  Redenção vem da eternidade,
Revelação
Dos mistérios de Deus.
Cristo  doação,
Cristo   sacrifício,
A vontade do Senhor,
Uma canção de amor.

Nasce Jesus!



A árvore renova o ar,
O Sol derrama a luz,
O oceano faz as  nuvens,
A terra recebe a chuva.
Do Céu nos veio o Dom,
Do Céu  - e do Senhor.
Sua graça nos trouxe
O Bebê do Amor.

No domingo 7 de outubro, estive passeando no campo e faltei à aula. Trocando mensagens com nosso grupo no email, descobri que tenho agora um dever de casa: ensaiar com o naipe dos baixos a música já composta para a cantata. Um colega vai estar junto comigo nesta missão. Vamos aguardar o que ocorre no ensaio do próximo sábado.

Você pode continuar acompanhando os ensaios e, depois, as apresentações da Cantata na página Cantata de Natal. Veja na coluna ao lado as páginas existentes, inclusive esta nova.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Gratidão

Vou chamá-la de Maria. Ela é mais jovem que eu, uma senhora no início da meia idade. Em maio encontrei-a na igreja um pouco  antes do culto e a cumprimentei.
Nesse mesmo dia, no final da tarde, tive a notícia de que estava no hospital, pois tivera um problema de saúde muito grave logo após o meio-dia. Não vimos a Maria por algum tempo. Soubemos, entretanto, das notícias e oramos muito por ela.
Foi detectado um mal no  cérebro de Maria e era necessária uma cirurgia urgente. Foram receitados alguns medicamentos e depois ela foi hospitalizada para aguardar o momento da intervenção. Ela cantava num grupo musical e as próximas participações desse grupo foram sem a presença dela. Num festival de música sacra, antes de se apresentarem, leram uma carta de Maria para a igreja, agradecendo as orações.
A intervenção foi feita, durou nove horas e começou a recuperação.
Agora, três meses passados, Maria externou o desejo de agradecer pelo que Deus já fez por ela e foi programado um culto de agradecimento, em que ela pôde cantar com seu grupo novamente, embora amparada pelos colegas, e ouvir o sermão, que a encorajou a continuar firme esperando no Senhor.
Houve um momento emocionante em que nossa irmã Maria foi ungida pelo pastor, com óleo que representa o Espírito Santo, enquanto ele orava pelo restabelecimento da saúde dela.
Maria havia combinado que cantaria apenas a última música, mas fez questão de cantar todas as músicas apresentadas pelo grupo musical.
Também apresentou seu testemunho, contando o que acontecera nesses últimos quatro meses. Falou no decorrer desse testemunho que sentiu sempre a presença de Deus e dos anjos com ela nos momentos de sofrimento.
Um dos versos mencionados pelo pastor no sermão foi "Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti." (Isaías 43:2)
Que tenhamos essa confiança na ação de Deus em nossa vida e  que tenhamos esse desejo de agradecer aquilo que faz por nós.

domingo, 9 de setembro de 2012

By bus

Era uma antiga reivindicação de meu neto, que mora conosco, e é um "amorescente"(1), conforme neologismo de autoria da filhinha da Cida, nossa amiga aqui no blog e pessoal: ele queria ter o direito de ir ao centro da cidade de ônibus. 
Cabe aqui explicar que, no Df,  o que corresponderia ao centro da cidade num outro lugar é a região administrativa de Brasília, o chamado Plano Piloto. Os "bairros" são as outras regiões administrativas, como o Gama, onde residimos. Nosso "bairro" fica a 40 km do Plano Piloto, ou seja, mais ou menos uma hora de ônibus, se tudo correr bem, pois há várias obras nas rodovias do Distrito Federal. As regiões administrativas por sua vez, completando a explicação, são tão extensas que funcionam como outras cidades, dividindo-se em bairros verdadeiros.
Continuando, dei autonomia ao Lucas primeiro dentro do Gama. Ele já sabe há bastante tempo se locomover aqui na região, embora, na realidade, prefira ir de carro comigo às atividades que desenvolve.
Mas a reivindicação persistia: já tenho idade suficiente para andar sozinho. Assim como fiz com meus filhos, tomei providências para "ensiná-lo". Fomos ao terminal rodoviário daqui e nos informamos dos horários. Afinal, o comum  não é andar de ônibus, devido às grandes distâncias entre as regiões administrativas, ao tempo de espera pelo ônibus, à segurança, entre outros fatores.
No dia marcado, fui retirá-lo mais cedo da escola pela manhã, pois é necessária a autorização de um responsável para isso, levei um lanche e o acompanhei à parada de ônibus. Ficou lá sozinho enquanto eu estacionava o carro.
Meu primeiro motivo de preocupação foi a sacola, que deixou displicentemente no chão, enquanto olhava se vinha o ônibus de uma das linhas que poderia utilizar. Ao voltar, depois de deixar o carro estacionado, adverti-o discretamente sobre os cuidados com uma sacola numa parada de ônibus e trouxe também um pouco de suco. Continuamos aguardando. Uns vinte minutos depois apareceu o ônibus e expliquei que era necessário fazer sinal de parada, senão ele iria embora. Mas conseguimos fazer o sinal a tempo e ele embarcou.
Depois de uma hora ele ligou, dando notícias: chegara bem ao destino e já estava na casa de seus familiares do lado paterno. Agradecemos a Deus por isso, e também porque nosso Lucas Felipe  está se desenvolvendo adequadamente emocionalmente e fisicamente. 
Ah, eu tirei a foto sem que ele visse para documentar o momento.

(1) "Amorescente" é um neologismo criado pela Flávia para substituir "aborrescente", substantivo muito utilizado em lugar de "adolescente".

sábado, 1 de setembro de 2012

Setembro

É hoje o início do mês da primavera.
Amo a primavera, porque lembra flores nascendo, botões se abrindo, árvores enverdecendo, enfim lembra um renascimento da natureza.
Li esta semana no livro de meditações matinais a história de um monte sob a neve, que floresceu na primavera. Antes de o inverno chegar, no hemisfério norte, a esposa do autor (William Johnson) tentou espalhar matéria vegetal sobre os canteiros do jardim. Não teve tempo de terminar o trabalho e, sob a neve que o cobriu, ficou um monte que era possível observar ao passear por ali. 
Quando a primavera chegou, foi possível observar o que estava oculto sob aquele monte: "Do monte recém-descongelado de matéria vegetal emergia nova vida como uma fonte amarela. As plantas ressurgiram em cor amarelada devido ao longo período que passaram na escuridão. Dentro de um ou dois dias , o sol colocou a fantástica fórmula de clorofila em prática e as folhas recuperaram a coloração normal."
Como o autor concluiu, se nos estivermos sentindo abandonados, podemos saber que a graça de nosso Deus pode fazer ressurgir nossos sonhos e alegria de viver como faz nascer belas flores após três meses sob um monte na neve.