Uma palavra, um conto - abril

 


O desafio de abril, trazido pela Norma, de Pensando em família, é sobre  "segredo". Aqui está meu pequeno conto:

Ela lecionou por muitos anos, no ensino médio, por  último em faculdades. Agora estava em homework, fazendo alguns atendimentos - fruto de mais um curso.

O trabalho tomava seu dia-a-dia, com alguns intervalos para ginástica e compras.

Tinha no no início da noite alguns minutos destinados a pesquisas na internet, e tomava algumas anotações.

No fim do ano, transformava-se. Entrava em modo mês de férias e nunca se sabia o que tinha preparado desta vez. Porque tinha uma crença nunca abandonada: sobre o destino das férias, não se fala com ninguém. Era segredo.

E em segredo ficavam, porque não deixava escapar fotos. Compartilhava com alguns mais próximos no "privado". Mas esses não podiam revelar nada, senão nada de fotos das próximas vezes.

Uma vez viajou com um casal de familiares. A mulher amava escrever no grupo da família, fazer brincadeiras... Revelou uma vez para o grupo que a companheira de férias não tinha ainda voltado da praia às 19h. 

Não se sabe por quê,  mas não foram mais convidados.


4 comentários:

  1. Boa tarde. Um conto em que a lealdade/confiança se quebrou. Grata pela adesão trazendo sua criatividade nesta versão do segredo. Bjsss

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  2. Boa noite, Celina. Suavemente você nos faz refletir sobre coisas da vida. Segredos às vezes são necessários, mas, interessante a questão que trouxe no seu conto, há pessoas que não gostam mesmo que nada da sua vida seja publicado. Penso que tem um limite, nem 8 nem 80, né?
    Uma boa semana p vc e família... Bj

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    1. Concordo, Anete! Meu pai reclamava disso e comparava ao sigilo que havia na então "cortina de ferro". Claro que, se alguém pedir pedir para não contar algo, o sigilo deve ser mantido.

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