quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Jornadas

Nesta semana começou meu período de férias anual e viajamos, atravessando vários estados do país, rumo ao sul, a Porto Alegre, onde chegamos ontem.
Lembro da jornada que percorremos a cada dia, das cidades pelas quais passamos, das paisagens que vimos, dos restaurantes onde almoçamos, dos hotéis em que nos recolhemos à noite para repousar.
Havia uma jornada planejada para o dia, eu verificara na internet o número de quilômetros entre uma cidade e outra e procurávamos seguir essa programação, aproximadamente 700 km, um pouco menos nos dois últimos dias, porque estávamos ansiosos por nos hospedar junto ao mar e ir à praia na última parada antes de chegar à casa de minha mãe.
Ao final de cada dia de jornada, era agradável procurar um hotel na cidade programada para descanso. Conseguimos, com algum esforço, três ótimos hotéis para repouso. Foi necessário dar algumas voltas para acharmos o acesso correto ou andar mais alguns quilômetros (no segundo dia, mais 100 km) para chegar ao lugar adequado para descanso, ou procurar por vários endereços até atingir o preço justo. Sentíamo-nos muito confortáveis após nos hospedar no hotel, e poder enfim lanchar e repousar.
Passamos pelas etapas programadas da jornada e agora nos preparamos para comemorar aqui o Natal, já tendo antes confraternizado com as famílias de meus filhos nas cidades em que moram. 
Passando para uma meditação sobre a lição da semana, os israelitas no capítulo 33 de Números são lembrados das jornadas que fizeram na viagem deles através do deserto para chegar a Canaã e num dos primeiros versos é dito: "Escreveu Moisés as suas saídas, caminhada após caminhada, conforme o mandado do Senhor (...)" (Núm. 33.2)
Também lembramos que Deus preparou cidades de refúgio para os israelitas. Na nossa viagem, nós nos recolhíamos para repousar da viagem. Naqueles dias as cidades de refúgio eram usadas para resguardar os criminosos enquando aguardavam julgamento, para que não se consumasse um juízo errôneo.
Somos gratos a Deus que nos guardou nesta viagem até o Rio Grande do Sul, por 2.600 km. Os israelitas deviam estar gratos porque a jornada deles até Canaã foi planejada e cumprida por Deus e eles chegaram em segurança à terra prometida. E nessa terra tinham providos os seus lugares de refúgio. É confortante lembrar que nosso verdadeiro refúgio é  Cristo, como nos diz a Palavra em Hebreus: 6:18,19: "Nós, que nos refugiamos nEle para tomar posse da esperança a nós proposta. Temos esta esperança como âncora da alma".
Que na jornada principal da nossa vida sejamos guiados por nosso Deus e que nEle encontremos nosso refúgio e esperança.

Veja também:

Segunda chance

Das coisas loucas

Nenhum comentário:

Postar um comentário