segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Usando os talentos no melhor lugar do mundo

Neste final de férias, fizemos um passeio com minha irmã e sua família, carinhosamente chamada de "os Flávios", porque o casal se chama Flávia (minha irmã) e Flávio (o esposo dela). Fomos a uma estância termal, Caldas Novas, local que atrai muitas pessoas do país e até do exterior para passar alguns dias nas famosas águas quentes. 
No sábado de manhã, fomos à igreja. O primeiro hino que cantamos foi "O melhor lugar do mundo" e percebi que o dirigente de louvor é um jovem chamado Cléber, muito sorridente e talentoso. (À tarde, fizemos uma caminhada num parque ecológico, de onde, aliás, é possível visualizar a cidade.)
Mas voltando à reunião da manhã na igreja, após a Escola Sabatina, o Cléber mostrou um vídeo preparado por ele, em que apareciam imagens de luta por objetivos, de superação de obstáculos, de vitória e, às vezes,de derrota. Todos notamos que, momentaneamente, ele pode utilizar apenas o braço e a mão esquerda (situação que deve ser melhorada após o tratamento que inicia esta semana em Brasília, conforme me relatou). Foi motivador ver um vídeo preparado por alguém que tem alguma limitação com o intuito de motivar todos a utilizar seus talentos para cumprir a grande comissão dada pelo Senhor.
Meu cunhado notou que também a música que ele cantou lembrava a necessidade de superação dos obstáculos para louvar ao Senhor e trabalhar para o Mestre.
Cléber, desejo todo o sucesso na sua vida e no seu trabalho para o Mestre. Tenha um ano muito feliz.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Momentos especiais

Esta postagem é para os amigos da IASD Gama relembrarem os momentos em que adoramos juntos no último ano, desejando novos cultos especiais em que estejamos novamente adorando ao Senhor neste novo anoSão fragmentos de textos publicados no blog no ano de 2010.


Mensagem de Páscoa
Quando ontem à noite retornei de minha igreja, a IASD Central do Gama-DF, onde foi apresentada uma cantata de Páscoa, com representação bem sintética da última semana da vida de Cristo, abri meus emails e encontrei uma mensagem (...)
Vejam agora algumas fotos do louvor e da cantata de Páscoa.

Louvor

- grupo instrumental - cantores








Encenação 










Jesus crucificado                                                  Jesus após a ressurreição


Prosseguindo com firmeza


Há algum tempo eu e marido participamos de alguns conjuntos de louvor na igreja, os quais eu ensaiava, já que sou formada em música. Por alguns anos participamos de um quarteto (ele cantando, eu ensaiando e fazendo o acompanhamento instrumental). O quarteto é um grupamento vocal masculino com 4 vozes, 1º e 2º tenor, barítono e baixo, da mais aguda para a mais grave. Agora estamos, eu e Claudio, ambos nos dedicando à música instrumental.
Mas, quando participamos de um quarteto, o barítono na formação original era o sr. Manoel Pena, também professor como eu e apreciador da música religiosa, principalmente da música tradicional adventista.
O Pena, como o chamamos, já naquela época dirigia um outro quarteto - o Musicel. Ficamos ontem sabendo que o quarteto Musicel, cujo nome vem de Música Celeste, antiga canção dos Arautos do Rei, foi fundado há 38 anos pelo nosso antigo barítono, que está presente desde a formação inicial!
Tivemos ontem na nossa igreja a comemoração do aniversário desse quarteto, do qual em outras formações participaram alguns cantores da família Pena e vários outros amigos, inclusive o irmão João Santos, primeiro tenor, falecido recentemente. Soube também que houve um Grupo Masculino com mais vozes também chamado Musicel, e daí se originou o nome atual.

Juntos adoremos e louvemos
Creio que todos nós já estivemos presentes em eventos destinados ao louvor, muitas vezes chamados de festivais de música sacra. Por vezes, esses eventos tornam-se cansativos para a congregação que assiste, devido ao longo tempo de apresentações sem nenhuma participação daqueles que assistem, buscando louvor.
Estou participando de uma experiência diferente, juntamente com a banda de nossa igreja (chama-se banda porque reúne instrumentos sinfônicos com instrumentos eletrônicos atuais e mesmo com instrumentos percussivos - pratos, cajon, triângulo, carrilhão...) Em lugar de alguns produzirem a música sacra e outros assistirem a ela, surgiu a ideia de que todos participassem do louvor, inclusive sem divisão física entre dirigentes e participantes.
Assim, nessa programação, idealizada por nosso maestro Samuel, a banda fica no meio da nave da igreja, o grupo de louvor e a congregação assentam-se junto aos instrumentos, pois os bancos são dispostos em forma circular.
A primeira dessas programações é sobre a Alegria, como fruto do Espírito Santo. Inicia com uma Prece, cantada em solo, único solo da programação e imediatamente seguido da participação em coro de todos, na mesma música, apresentando a resposta de Deus à Prece. Segue-se um hino em meditação: "Bem junto a Cristo", com um solo instrumental, unido-se em louvor a congregação na segunda estrofe: Oh! lar eterno, lar de esplendor, lá estarei junto ao bom Salvador."
O culto evolui do clima de recolhimento para o de alegria através de músicas como "Eu só quero estar onde estás", "Hoje é tempo de louvar a Deus", "Cada novo dia", "Descansar", "Meu refúgio" e"Louvai a Deus", este um de meus hinos preferidos, que mostra Deus como "maestro do céu e do mar" a quem cantamos com alegria. E, lembramos, Deus deve ser o maestro de nossas vidas.




Oferta de louvor
Ela é apenas um pouco mais crescida que uma menina, a Bárbara. É cristã evangélica desde a infância e recentemente passou a frequentar a minha igreja junto com a mãe e a irmãzinha. Ouvindo falar do festival de música sacra adventista - FEMUSA, cresceu em seu coração o desejo de participar com uma oferta: uma canção composta por ela exatamente sobre o tema do congresso -Breve no Lar.
Foi um outro jovem talentoso, o Rafael, que multiplicou a música pelo número de músicos da orquestra com um arranjo muito especial (e eu ganhei uma parte com notas musicais, justamente como prefiro, pois sou habituada a elas - e não às cifras - desde os nove anos).
 

Grupo de louvor e orquestra no FEMUSA

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Abigail, em nova lição

As lições que aprendemos na Bíblia devem sempre ser recordadas. Assim, no último sábado, estudamos novamente sobre Abigail, em uma lição sobre relacionamentos.
Abigail, que representei para introduzir o estudo, no trimestre anterior, foi uma pacificadora e, devido a sua ação junto ao futuro rei Davi, salvou da morte muitas pessoas que moravam na fazenda de Nabal. (Infelizmente ele mesmo terminou morrendo, acometido de um mal súbito,  ao saber do morticínio que teria acontecido devido ao seu comportamento violento, não dando a devida atenção aos enviados de Davi.)
Coincidentemente, logo após estudar a lição e recordá-la no sábado, uma mãe e avó que conheço teve a oportunidade de exercer uma ação pacificadora (embora em um nível menor que o de Abigail).
O neto ia passar a tarde com a mãe, numa cidade próxima. Assim, ele descansou um pouco após o almoço e se preparou, vagarosamente, para sair. Precisou de uma pequena ajuda para preparar a mochila e, quando tudo estava pronto, todo o núcleo familiar embarcou no veículo familiar e rumou para lá.
Chegando, foram reconhecidos e admitidos pelo porteiro do condomínio e chegaram ao apartamento. Recepção animada, exclamações das criancinhas. Os avós, após a missão cumprida, iam se preparando para descansar o resto da tarde quando um dos outros netos inicia uma discussão acirrada com o recém-chegado, e recebe um revide imediato. Agressões de parte a parte, tentativas gerais para apaziguar a situação, sem sucesso. Então, o menorzinho se "oferece" para visitar os avós. Não só se oferece como "foge" de casa para segui-los e se dirige ao carro. Os avós, principalmente a avó, pensam na tarde calma que teriam, programação com certeza suspensa com a admissão da criancinha em casa, com seu gênio "calmo e tranquilo". Mas então ela lembrou-se de que a mãe ficaria sozinha com três crianças em casa, já que o esposo estava acompanhando um familiar no hospital, e resolveu levar o netinho para passar uma tarde em casa.
Houve uma reação do neto mais velho, que fora levado para visitar a mãe. Este temeu por seus brinquedos, pela segurança dos móveis do quarto dele, e decidiu-se a voltar. Mas foi dissuadido da intenção, lembrando que precisava acompanhar a mãe, que sairia com ela para a igreja...
Enfim, surpreendentemente foi uma ótima tarde. O netinho pequeno portou-se de maneira exemplar, elogiou a casa dos avós, foi brincar calmamente no parquinho e até propôs-se a subir quando começou a chover, usou da maneira adequada o sanitário (e nem precisou das fraldas), alimentou-se bem, em resumo, uma criança-modelo. Nem de longe lembrou a criancinha de quatro anos que já teve de ser transferida de escola devido ao comportamento. Após uma noite de descanso tranquilo (se bem que, até a madrugada, ficou na cama dos avós), e novas brincadeiras no parquinho, pois o dia era de sol, retornou para casa.
Então todos ouviram as novidades: a tarde anterior tinha sido igualmente abençoada para o jovenzinho que ficou fazendo companhia à mãe. Foram todos à igreja, participaram do culto jovem, a casa ficou tranquila e silenciosa, o chefe da casa retornou do hospital, pois outro familiar tomou a função de acompanhante do doente. Enfim, todos em paz e alegres.
Retornaram avós e neto maior para casa, não sem antes explicar que agora o menorzinho não poderia ir junto, mas que, em outra ocasião, seria novamente  convidado.
A tarde de domingo foi repousante.
E aguardo seus comentários, jovens mamães, tias,  avós e pedagogas.
Só enfatizo: mães devem ser pacificadoras no seu lar. E, diz a Bíblia, "Felizes as pessoas que trabalham pela paz, porque Deus as tratará como seus filhos." Mateus 5:9

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Reencontro

Durante quatro sábados estive como visitante, primeiro na igreja adventista de Valparaíso, participando do culto juntamente com minha filha e familiares e depois na igreja central de Porto Alegre, cidade em que visitei minha mãe e irmãs. No último sábado, voltei a assistir aos cultos na igreja que frequento.
Mas quero falar da reunião da tarde, que é o chamado culto jovem, preparado por jovens e dedicado especialmente aos jovens.
Como o Lucas, meu neto, estava um pouco sonolento e estressado, fiz questão de atender ao chamado que havia sido feito pela manhã e participar do culto com ele. Era a primeira reunião de Jovens Adventistas do ano.

E foi muito bom. O culto foi realizado na sala dos jovens,que se localiza junto à fachada da frente da igreja e que estava decorada de forma discreta e agradável.(Há uma fachada ao fundo, por onde se ingressa na nave principal.)
Havia recepcionistas simpaticíssimas à porta, e uma delas cumprimentou o Lucas, citando seu nome no diminutivo - Luquinhas. Logo no início foi mencionado o principal objetivo da direção jovem deste ano. Contaram até que a ideia surgiu antes de lerem a mensagem do pastor Ted Wilson, presidente da Associação Geral, que cita exatamente esse mesmo objetivo: reavivamento dentro da igreja, para buscarmos cumprir o objetivo da missão deixada por Cristo - o evangelho a todo mundo.
Houve um louvor do qual todos participaram alegremente.
As pessoas foram divididas em grupo para discutirem o tema "reavivamento" e o que isso significava para elas. Surgiram vários conceitos e anseios que foram depois relatados rapidamente.
Também foi apresentado o novo pastor auxiliar da igreja e sua esposa, ambos muito simpáticos, e ele falou pela primeira vez à igreja. Todos ouvimos e nos alimentamos da palavra de Deus, com fundamento no versículo "Lança o teu pão sobre as águas e depois de muitos dias o acharás." O pastor explicou que "pão", nesse texto, confunde-se com semente, pois às vezes a semente do trigo que sobrava do ano anterior, e com a qual poderia ser preparado o pão, devia ser usada para produzir mais trigo. (Em português, dizemos que essa figura de linguagem é uma metonímia em que o produto é utilizado pela matéria utilizada para a produção.)  O sermonete chamava a atenção para a necessidade de cumprirmos a missão de evangelizar.
Uma oração e mais um louvor - "Em tuas  mãos" - e assim terminou o dia, em que me senti muito feliz por estar de volta à minha igreja, por ter participado da adoração juntamente com meu esposo e com meu neto, por ter ouvido mensagens da Palavra pela manhã e à tarde.
Dessa reunião, além das mensagens que foram apresentadas,  guardei em especial uma observação que foi  feita por uma senhora participante do grupo em que estávamos. Ela relatou que há algum tempo atrás, quando sua filha era jovem e morava com ela, decidiu sempre acompanhá-la ao culto jovem, porque esse apoio dos adultos é que traz os mais jovens para mais perto de Cristo. Vou procurar com força redobrada incentivar o meu jovenzinho para que estejamos sempre unidos na adoração. A missão do Mestre começa junto aos mais próximos. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fotos antigas

Abri um álbum de fotografias antigas na casa de minha mãe. É um álbum de madeira bege, com flores desenhadas na capa. Não se fazem mais álbuns assim.
Lá estão fotos de meus avós, da juventude de minha mãe e de minha tia, esta já falecida e que eu não conheci.
Revi também fotos da minha infância e da minha adolescência. Eu era uma menina de tranças amarradas com fitas, uma em cada lado. Apareço assim numa foto tirada em preto e branco no parque Farroupilha (ou da Redenção) em Porto Alegre. Também tenho o mesmo penteado numa foto tomada na escola, no primário, feito no anexo do Instituto de Educação. Na foto da cerimônia de formatura do curso ginasial (atual fundamental 2), já uso outro penteado, de cabelos curtos e crespos seguros por uma tiara de malha.
Da foto da turma de formatura do ginasial praticamente saltaram os nomes de minhas colegas (o colégio admitia somente meninas). B. Alvarez, J. Morais, E. Vieira, I. Rosssi, M. Brandt, B. Pivetta, D. Breitman, M. C. Matte, nomes e sobrenomes há muito tempo não pronunciados  estranhamente apareceram da foto diretamente para minhas lembranças.
Vendo as fotos no parque Farroupilha, lembrei das tranças preparadas todo o dia à noite cuidadosamente por minha avó, dos passeios nas tardes de sábado com meus pais e irmãos, dos recantos do parque que conheço desde a infância e que ainda amo visitar, como esse com um lago coberto de plantas aquáticas, atravessado por pequenas pontes. Uma vez fomos passear sozinhos, quando mais crescidos, e meu irmão caiu em cima de umas pedras que também serviam como ponte no lago (que é raso) ou na beira dele. Um senhor prontamente o levantou e continuamos o passeio, embora preocupados com o incidente.
Já se vão 45 ou mais anos dessa época - vejo que o tempo passa rápido, mas não apaga algumas memórias. Também sei que temos de usar muito bem esse tempo, justamente porque ele corre, e não volta, como as águas de um rio.
Nada como  se dar conta cedo de que temos um tempo para usar, e da necessidade de um bom uso de nossas vidas.
"Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos corações sábios." (Bíblia sagrada)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O motorista que não conhecia o caminho

Passamos o Natal em Porto Alegre e também o Ano Novo.
Depois resolvemos passear um pouco na orla marítima, ao norte do estado, na cidade de Cidreira, onde uma irmã de meu marido tem uma casa e está veraneando, como se diz aqui.
Tomamos um ônibus direto e ficamos felizes quando nos aproximamos do destino. Era meio-dia e estava terminando a viagem. Foi então que o motorista parou o ônibus, abriu a porta que o separava dos passageiros e perguntou em voz alta: - Alguém sabe onde é a rodoviária de Pinhal?
Cheguei à conclusão de que o motorista era novo, ou substituto, e não conhecia bem a cidade de Pinhal.
Uma passageira que se identificou como professora mostrou o caminho da rodoviária.
Quando já estávamos deixando essa rodoviária, ela  ajudou ainda o motorista perguntando se havia mais alguém para descer ali. E havia. As pessoas não se tinham dado conta de que já haviam chegado em Pinhal.
Desceram mais alguns passageiros e o ônibus continuou. Notei que ela continuou na frente do ônibus, como co-piloto. O motorista não sabia também o caminho para Cidreira e nem o lugar da rodoviária dessa cidade. Enfim, chegamos e descemos, agradecidos à professora co-piloto.
Mais tarde, pensei: sem conhecer o caminho certo não se chega a lugar nenhum, mesmo que saibamos dirigir muito bem. Por isso, em nossa vida, para não sermos como o motorista desorientado, precisamos confiar na guia divina. Como diz um antigo hino:
"Meu Jesus me guia sempre,
que mais posso desejar,
duvidar de meu amado,
do meu Deus desconfiar,
tenho paz, perfeita, infinda,
gozo sua proteção,
pois eu sei que por mim vela
seu bondoso coração."
Hinário Adventista