sábado, 18 de fevereiro de 2017

De volta ao lar


Recebi um convite carinhoso para o lançamento da obra de uma autora que também é mãe de dois lindos juvenis. Embora tenha estado ausente desse evento, recebi depois o texto atraente do livro "De volta ao lar ... antes que o dia termine", de Andréa Faulhaber.
A introdução lembra o caráter sensível e espiritual da mulher, recorda  o jardim que para nós mulheres é o lar na infância ou a esperança de um lar feliz e a trajetória que nos leva para longe desse jardim. 
A experiência dos encontros da autora Andréa com algumas mulheres que vivem mais próximo do jardim do lar e do jardim de oração e com outras que tardaram demais a retornar precede as reflexões sobre a volta a um mundo mais simples e mais feliz.
A linguagem suave  nos leva por suaves histórias de mulheres e por reflexões inspiradoras.
"De volta ao lar" foi publicado pela editora Ágape e tem uma capa simples e atraente.
Deixo para os leitores fragmentos da introdução:
"(...)Esses pergaminhos resistiram à passagem de séculos para descrever um lar que é fonte de luz para moradores, vizinhos e peregrinos. ali, uma mulher plena está edificando valores para a eternidade. (Provérbios 31:10--31). Em alguns dias, ela acorda cedo em busca de excelência para sua família, sendo criativa e persistente. Essa mulher se veste de púrpura e linho fino, desfila autoridade entre empregados e mercadores. (...)O amor a Deus e a reverência aos Seus caminhos, está no centro de todas as suas escolhas dentro dessa casa aconchegante, que exala alimento delicioso.(...)"  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Primeiro dia de aulas


Este é o mês tradicional de início das aulas, no Brasil, exceto em algumas cidades do sul, devido ao calor e à temporada de praia.
Assim, hoje foi o dia de apresentação dos alunos aqui em Brasília, nas escolas públicas. Nós, professores, já nos havíamos reunido para o planejamento, deste dia e do ano letivo.
Particularmente, estou muito feliz e agradecida a Deus, porque no início desta semana sabia apenas que iria lecionar à tarde numa escola que fica a 30 minutos de carro do local em que resido, mas desconhecia para que escola seria lotada pela manhã.
Quando, no dia marcado, olhei o resultado de meu requerimento no site da Secretaria de Educação, já comecei a agradecer: meu requerimento de lotação no turno matutino em escola próxima à minha casa havia sido atendido. No dia seguinte, quando fui chamada, de acordo com minha ordem de classificação, a escolher a escola, constava na lista de vagas ainda a mesma onde havia trabalhado de forma provisória no ano anterior. Assim, pude escolhê-la novamente e para lá retornar.
Fica na quadra ao lado, a 5 minutos de distância, se for a pé. Graças a Deus por isso.
Quando me apresentei, a escola estava ornamentada de forma muito acolhedora e os professores receberam uma amável saudação, além de algum material para o trabalho, ofertado num atraente estojo - toque pessoal da equipe gestora.
Tivemos um dia destinado a planejar a aula inicial. Hoje, num primeiro momento, a direção dirigiu-se aos alunos, falando sobre  as normas, a equipe de direção e os docentes e dando-lhes as boas-vindas. Foi também cantado o Hino Nacional, recordando o amor que devemos ter ao país e os deveres de cidadania. Em seguida, entramos em sala de aula e passamos aos alunos a mensagem que havíamos preparado para hoje. Após apresentar-me, li um texto do livro de reflexões para os jovens "De olho no prêmio", da autora Cecília E. Nascimento. Ele conta a história da abertura da Olimpíada em Londres, em 2012, quando a rainha Elizabeth II foi recebida em pé no estádio olímpico, em sinal de respeito, e este é o título do texto - Em sinal de respeito. Liguei este texto à escola e ao respeito que devem todos à direção e aos professores, bem como ao respeito devido às autoridades em geral. Expliquei quais as atitudes que mostram essa postura. Para terminar a aula, li um poema expressando votos de felicidades à vida de todos os alunos, "Te desejo vida", de Fávia Wenceslau, do qual transcrevo a última estrofe, estendendo a todos os leitores estes votos:
"Eu te desejo muito mais que mil amigos,
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô."
Concluindo, foi uma abençoada semana e este foi um ótimo dia de trabalho. Por tudo isso, agradeço a Deus, incluindo esta postagem na blogagem coletiva Bênçãos da semana , da amiga Cida, de Compartilhando Bênção, prevista para as sextas-feiras, mas sem obrigatoriedade de regularidade para postar. O agradecimento é espontâneo, quando o coração pede.



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Histórias da volta

 Tenho oito netos e, consequentemente, minhas irmãs têm oito sobrinhos netos. Uma delas, que mora em Porto Alegre, resolveu comprar presentes de Natal e aniversário para os oito e pediu que os entregasse.
Minha primeira providência foi adquirir mais uma bolsa de viagem com a finalidade de trazer a maior parte dessas lembranças. Acomodei tudo e consegui colocar o notebook no fundo da bolsa, que é mais largo. Apareci com esta bolsa como bagagem de mão e ela teve de ser revistada em dois aeroportos. Era necessário mostrar o computador, de acordo com o protocolo. Então, organizei os pacotes na maleta por cinco vezes. Primeiro em casa e no aeroporto de Porto Alegre, depois 2 vezes no hotel da praia e depois no aeroporto de Florianópolis. Nos aeroportos, ia tirando os pacotes e colocando nas bandejas e, após a passagem pela revista, arrumava novamente todos junto com o computador. Adquiri experiência nisso.
Também a tal bolsa ficou um pouco pesada para eu carregar e num aeroporto foi necessário andar um percurso longo até o avião, mas deu tudo certo.
Na chegada em Brasília, o trajeto da entrada no terminal até a retirada das bagagens é tão longo que nos perdemos, eu e meu marido, pois fazia quase um ano que não chegávamos de avião em Brasília. Fomos parar num local onde um funcionário tentava embarcar pessoas atrasadas numa conexão e ele nos perguntou se íamos para Salvador. Aí nos demos conta do engano e voltamos para a rota certa.
Houve também a história do guarda-chuva que compramos pois estava chovendo em Santa Catarina. Todas as malas chegaram rápido, mas esse guarda-chuva, despachado como frágil, demorou quase uma hora. Enquanto isso nosso netinho esperava sem entender.
Por falar em netinho (ele tem 20 anos), ficou um mês reinando sozinho no apartamento, como costumo dizer. No final, estava um pouco estressado e cometeu alguns enganos, como perder a chave do carro no lago que existe aqui na cidade (caiu na água a chave) e trouxe a chave do serviço para casa. Foi necessário que o tio e a tia o socorressem para achar a chave reserva do carro em algum lugar dos armários no domingo e teve de madrugar no local de trabalho hoje. Mas as plantas estavam muito bem cuidadas (veja a foto) e até lavou o piso com uma perfeição maior do que a minha nessa tarefa. 
Precisei apenas desmontar a árvore de Natal, que foi arquivada com os enfeites organizados em vários envólucros para facilitar a próxima montagem. 
Hoje foi o dia de entregar os presentes às crianças. Iria dividir a missão em duas partes, mas no final foi melhor entregá-los todos hoje, já que aproveitamos para dar uma carona para nosso filho de Anápolis, que precisou vir a nossa cidade.  
Todos apreciaram muito os presentes. Eu pessoalmente gostei de um, oferecido por minha irmã para os netos na faixa de 6 a 8 anos, que é uma espécie de computador, mas só tem jogos educativos, para reconhecer letras e números e observar figuras. Muito interessante. Também havia alguns livros com historinhas bíblicas para crianças e reflexões para juvenis. Enfim missão cumprida. Fotografei a entrega e todos enviaram mensagens pelo telefone para a tia de Porto Alegre.
A casa já está arrumada e amanhã passarei para outras providências necessárias neste início de ano.
Bom ano de trabalho para todos. Este post já está muito longo.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Fim de férias

Hoje o dia está chuvoso, após muitos dias de sol.
Estamos aqui no residencial assistindo a uma programação religiosa através da internet e da TV.
Mas já agradecemos pelos muitos dias de sol e passeios que tivemos, pelas paisagens que vimos, pelas pessoas gentis que conhecemos.
Lembro ainda com alegria o passeio da última quinta-feira à Ilha de Porto Belo, na cidade vizinha de mesmo nome. Ali está um parque ecológico e a praia é a melhor que conhecemos aqui na região, com infraestrutura completa, esportes aquáticos (para quem os curte), transporte adequado, conforto para curtir tudo isso.
Como faço sempre, contei a história desse passeio no Viajando em família.
Estamos nos preparando para retornar na próxima segunda e já há alguns recados no grupo da família nos recordando de que está na hora de voltar à rotina.
Um mês inteiro de férias foi muito bom. Agora vamos voltar à vida real dos outros onze meses!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

City Tour em Bombinhas



Meu passatempo predileto nas férias são as caminhadas, mas hoje infelizmente o Claudio não podia tomar muito sol, pois estava resfriado e resolvemos fazer um city tour de táxi aqui em Bombinhas.
Começamos pelas praias próximas ao centro de Bombinhas e depois passamos às praias do lado direito da ilha - o lado oposto ao centro. 
Assim, visitamos Recanto dos Padres, 4 ilhas, Mariscal, Canto Grande e Zimbros.
Há mais fotos lá no Viajando em família.







Última semana de férias

 
Estamos na última semana do mês de janeiro e também é a última de férias.
Para o final para as férias, escolhemos ficar numa praia em Santa Catarina que já conhecíamos - a praia de Bombas, na cidade de Bombinhas.
É a praia da foto.
Temos feito boas caminhadas à beira-mar. Ontem achamos uma igreja e conseguimos como que milagrosamente um táxi para nos levar até ela, porque fica a 7 km do local em que estamos. A central dos táxis informou que todos estavam ocupados, mas vimos um num posto de gasolina e o motorista nos contou que havia desistido de lavar o carro e que seu próximo compromisso era às 9h. Então nos levou à igreja. Havia turistas de vários locais lá e cada um falou o que faz em sua igreja. Claro que contamos que em nossa igreja atuamos como instrumentistas.
Ontem à tarde fizemos um lindo passeio na praia da Lagoinha, onde há um verdadeiro aquário natural. Fica mais próximo ao hotel e pudemos percorrer a pé o trajeto.
Contei a história no Viajando em família.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Minha antiga escola

Este é o Colégio Estadual Júlio de Castilhos em Porto Alegre, em que fiz o curso Clássico, que equivale hoje ao ensino médio, com uma orientação humanística. Havia também o curso Científico, que se dedicava ao estudo das várias ciências, como o nome diz.Registrei esta foto hoje, enquanto ia ao supermercado. 
Este prédio me traz boas recordações. A rotina nessa escola era bem diferente da atual. Pela manhã, havia apenas meninas estudando, como lembro ao passar para os alunos um texto do escritor Moacyr Scliar, contando uma história que se origina deste horário diferente, que possibilitou que ele, que estudava à tarde, se correspondesse com uma "bela da manhã". Havia, entretanto, outras escolas em que os alunos e alunas estudavam no mesmo turno.
Os hábitos eram diferentes. Costumávamos copiar o conteúdo exposto pelo professor em cadernos cuidadosamente organizados. Aliás, antes anotávamos tudo num caderno de rascunho, que era passado a limpo no fim de semana. Quando sugeri isso, neste ano, a um aluno que precisa praticar caligrafia, ele achou graça.
Não preciso dizer que não havia celular à época e ninguém imaginaria telefonar durante a aula (para isso, seria necessário pedir licença para ir ao orelhão). Uma brincadeira possível seria a "forca", em que se adivinham as letras de uma palavra determinada, cujas letras são simbolizadas num papel por traços. Cada erro representa uma cabeça, ou braço ou mão (ou outra parte do corpo) colocada numa forca, também desenhada. Mas ninguém brincava de "forca" na sala de aula.
Além de passar a limpo, eu amava ilustrar o texto dos conteúdos. Procurava nas revistas didáticas que havia em casa figuras sobre o conteúdo de história ou de geografia. (Mais tarde eu tentei passar essa tradição a meu neto, com as imagens do Google, mas não obtive muito êxito, embora ele seja bastante estudioso.)
Na realidade, eu era bastante perfeccionista nas minhas anotações e isto aparecia de forma humorística no mural da sala. Ironizavam meu caderno, insinuando que eu anotava até a tosse da professora de história, D. Dora, mas na realidade todos apreciavam as muitas notas dez que eu tinha.
Observo que a nota era obtida unicamente pelo conhecimento do conteúdo e que eu anotava as aulas para aprender mais facilmente e porque gostava de acompanhar assim as aulas.
As notas dos demais também não ficavam distantes e não lembro de algum colega reprovado. Os que tinham notas baixas iam progredindo ao longo do ano. Alguns faziam a prova final, porque unicamente quem obtinha média 7 era liberado dessas provas.
Termino aqui minha sessão nostalgia de hoje. Ela vale para observar as mudanças que existem ao longo do tempo.